quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

BULLYING NA FAMÍLIA

Certa Vez, quando dei uma palestra na Zona Leste da cidade, uma senhora me falou sobre seus dois filhos. Segundo afirmou, o primeiro era mais inteligente.
- Tenho preferência por ele, sim. Seria mentira dizer que não. A conversa me provocou uma sensação desagradável. Pensei na vida do caçula. Qual seria seu sentimento, ao perceber que a mãe prefere o mais velho? Sou escritor. Imaginei dos gestos do cotidiano: reprimendas mais fortes; presentes piores no aniversário ou Natal e talvez até comentários desdenhosos. Tomei consciência de que isso acontece muito mais do que se comenta. Fala-se muito de bullying. Livros abordam violências verbais e até agressões físicas que ocorrem nas escolas. O ataque costuma ser dirigido a quem é de alguma maneira diferente: os gordinhos, os maus esportistas, os nerds, os mais pobres, entre outros. Até um sotaque pode induzir os valentões da turma à chacota. Submetidas a uma pressão constante, as vítimas muitas vezes se rebelam. E dentro da família?
Um amigo passou a infância perseguido pelo irmão mais velho. Tudo era motivo para zombaria e até ataques físicos. A mãe, ausente, não punia o agressor. Hoje os irmãos têm uma relação distante, mal se falam. Agora a mãe se lamenta. Não entende por que os filhos não se dão bem.
- Meu irmão foi meu pior inimigo! Como posso gostar dele agora? - ouvi o mais novo dizer.
A agressão pode se voltar contra um dos pais. Soube de um vizinho que gritava com o pai e o ameaçava por qualquer pretexto porque tinha pouco dinheiro. Não usava drogas. O velho, frágil, não conseguia enfrentá-lo.
- Você é um incapaz - dizia o filho. - Nunca soube ganhar dinheiro!
Muitas vezes a própria mãe cria a situação. Uma figura da sociedade, magra e bem vestida, parece enconder sua filha, que é gorda. A garota nunca é vista em companhia da mãe nas festas que ela costuma frequentar. Em represália, veste-se de maneira relaxada. Mal penteia os cabelos.
-Minha mãe tem vergonha de mim! - já desabafou.
É difícil tocar nesse assunto. Cada família possui uma dinâmica diferente. Nem sempre as situações são evidentes, mas o atingido percebe o desprezo. Ou a comparação. É comum uma criança de olhos azuis ser coberta de elogios. Ninguém fala do irmão de olhos castanhos. Só a mãe pode ajudar, valorizando os dois.
Ou então um dos membros perde o emprego. A família passa a humilhá-lo.
-Não vou sustentar vagabundo! - certa vez ouvi a irmã, secretária, ameaçar o irmão.
Se é difícil encontrar trabalho, a agressão aumenta. E a pessoa deprimida tem mais dificuldade ainda. Perde o prumo.
Pais inventam sonhos para os filhos. Desejam que se tornem bem-sucedidos, talvez famosos. Já vi homem com bebê no colo garantir:
- Este aqui vai ser jogador da seleção. E ganhar a Copa! O bebê sorri sem saber da cilada. Pode ter pendor para a informática. Talvez nunca seja um craque. Passará horas diante da telinha.
Também já vi pai reclamar:
-Sai do computador, moleque! Vai jogar futebol!
O filho passa a ser constrangido. Pressionado. Conheci pessoas inteligentes totalmente desestruturadas, incapazes de se dedicar a uma profissão, por falta de apoio familiar.
Muitas vezes, o que parecem ser gestos de amor, de incentivo, são ameaças porque o filho ou irmão não segue um padrão. É difícil, mas cada família deve abrir sua caixa-preta. Adquirir a coragem de encarar suas falhas. E aprender a trocar a agressão pelo abraço.
Texto extraído da revista Veja - Escrito por Walcyr Carrasco
Postado por Carla Polo - Psicóloga da AAMEEP

Comemoração de Natal
















Tivemos uma linda festa de confraternização de Natal com a participação dos atendidos e seus familiares. Foram momentos super agradáveis, onde tivemos a apresentação do coral das crianças. Os pais tiveram grande participação trazendo pratos de doces e salgados. As crianças gostaram muito da visita do Papai Noel que distribuiu balas e doces para todos.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH)

Cerca de 3% das crianças em todo o mundo apresentam o transtorno de déficit de Atenção e Hiperatividade. Muitas chegam à idade adulta sem que o problema tenha sido diagnisticado, o que implica prejuízos ao desempenho acadêmico, à atividade profissional e à vida afetiva.


Entrevista com o Dr. Mário Louza Neto ( Hospital da Clínicas)

O TDAH é um transtorno mental que começa na infância e tem como caracteristica falta de atenção, dificuldade de concentração, distração aumentada e hiperatividade. Esta última pode ser uma agitação ou uma impulsividade intensa.

Admite-se que o transtorno comece aos sete anos, mas este é um ponto ainda questionável.
O transtorno persiste na fase adulta em cerca de metade dos casos, principalmente a desatenção, antigamente achava-se que o TDAH desapareceria naturalmente, à medida que a criança crescia. Hoje, sabe-se que nem sempre isto ocorre.
Há, no entanto, possibilidade de cura. Com o passar do tempo, por volta dos 20 anos, o indivíduo pode estar melhor ou começar a melhorar gradativamente.
Ainda sabemos muito pouco sobre as causas do TDAH. O fator genético é muito importante, já que boa parte dos pacientes tem familiares com o problema. Mas não se sabe porque a pessoa desenolve o transtorno, provavelmente, alguns fatores contribuem durante a gestação, o tabagismo da mãe.
Este transtorno não está associado a nenhum fator psicológico. É comum o indivíduo chegar a fase adulta sem que o problema seja diagnosticado. Isto porque muitas vezes as crianças portadoras são tratadas como rebeldes ou incapazes de aprender, já que não vão bem na escola ou não se comportam como devem.
Na fase adulta, o paciente convive com a doença sem grandes problemas. Entretanto, não há perspectiva a lingo prazo, devido à dificuldade crônica, à desatenção. Na empresa, por exemplo, o indivíduo tem dificuldade em obter uma ascensão, porque demora mais em certas tarefas, como fazer um relatório. É como se a pessoa estivesse sempre um pouco abaixo do esperado. O tratamento pode melhorar essa performance, para que o adulto tenha atenção.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

VISITA AO CPA - M 8 (BATALHÃO DA POLÍCIA MILITAR)










No último dia 15/10/2010, os participantes da Oficina de Capacitação foram visitar o CPA - M8 (Batalhão da Polícia Militar) localizado na Av. Cruzeiro do Sul, 460 - Rochdale.

Sentimos a mesma sensação da parte dos integrantes da corporação.

Fomos muito bem recebidos pelo Coronel Morelli e pela Coronel Creuza.

Nossos atendidos tiveram a oportunidade de andar à cavalo, tendo novas experiências e sensações que para muitos poderia paracer impossível.

Um de tantos momentos marcantes, foi a hora de cantarmos o Hino Nacional. Percebemos que aquele momento foi muito emicionante para todos nós que cantamos em um único coral de vozes o Hino da nossa Pátria.

Foi preparado um delicioso lanche e algumas atividades de treinamento de cachorros em que os participantes puderam interagir com os cães.

Não podemos deixar de dizer que a experiência foi marvilhosa para ambas as partes, tanto que, os participantes da Oficina não queriam vir embora de tão empolgados que estavam.
A família AAMEEP e toda a diretoria agradecem a oportunidade da visita.





















sexta-feira, 8 de outubro de 2010

UM TAPINHA EM CRIANÇA DÓI. E POR MUITO TEMPO.

Pesquisa Datafolha divulgada mostra que 74% dos homens e 69% das mulheres já apanharam dos pais e que 69% das mães e 44 % dos pais admitiram ter batido nos seus filhos. Isso explica o fato de 54 % dos entrevistados serem contra a lei proposta do governo federal que proíbe castigos físicos (socos, beliscões, empurrões, chineladas, entre outros) em crianças. Hoje o Estatuto da Criança e do Adolescente não especifica o que são maus tratos. Sei que muitos pais que amam seus filhos e são zelosos por sua educação acreditam que uma palmada em determinadas circunstâncias extremas pode ter um efeito simbólico poderoso na educação de uma criança. Muitas vezes, fazendo reportagem sobre direitos na infância, ouvi um complemento explicativo para isso que se repetia como um mantra: "apanhei quando pequeno e isso me mostrou limites, ajudou a formar o caráter que tenho agora".
A idéia é muito semelhante a trabalhei quando criança e isso formou meu caráter, portanto sou a favor de criança terque trabalhar para não ficar fazendo arruaça na rua".
Educar alguém não é fácil. Mas o ser humano evolui, a sociedade evolui, não precisamos permanecer com aquelas velhas práticas simplkesmente porque adoradas em nossa infância ou nainfância de nossos pais. Romper a inércia e difícil, mas fundamental.
Uma amiga me contou, que pela primeira vez, deu umas palmadas leves em seu filho dia desses, pois havia esgotado o repertório para deixar claro que ele estava extrapolando. Para sua surpresa - e tristeza - foi chamada na escolinha porque o filho, que normalmente é calmo, começou a bater em seus colegas.
Poderia citar casos de amigos de infância que apanharam muito e hoje são pessoas que não pensam duas vezes antes de ir para uma solução, digamos, mais robusta para os problemas. Mas isso significa que todo mundo que levou palmadas vai virar um serial killer? Claro que não. Dependendo da circuns^tância e do ambiente em que a criança está inserida, há consequencias sim para sua formação, que podem ser inesperadas. Fica a pergunta: qual o exemplo de respeito ao diálogo, à tolerância, ao entendimento e a soluções não violentas estamos dando com uso desses métodos? Será que realmente não havia outra saída ou não conheciamos outra alternativa? O quanto estamos sendo nossos pais e os pais deles e nãonós mesmos nesse momento?
Bem, ninguém disse que educar alguém era fácil ou que a que a tarefa dará certo muitas vezes. Mas podemos optar por um caminho de paz ou de porrada. Este último pode ser até mais simples, mas o outro tende a ser mais alegre e saudável.
Extraído do blog do Sakamoto (Jornalista e Doutor em Ciência Política)
Texto postado por Samantha Goeldi - Psicóloga da AAMEEP

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

PALESTRA SOBRE HIGIENE BUCAL


Olá pessoal.

Tivemos em nossa entidade no dia 16/09/2010 às 14:00 horas uma palestra sobre Higiene Bucal. Contamos com a valiosa colaboração da dentista Dra. Adriana lobo Pecoral.

O tema foi escolhido visando atender e orientar os usuários da entidade e seus responsáveis.

A palestra foi maravilhosa e muito esclarecedora. Os pais e/ou responsáveis participaram efetivamente com perguntas que foram respondidas pela palestrante.

Segue algumas orientações sobre como devemos fazer nossa higiene bucal.


* Proceda à escovação dentária sempre após as refeições;

* Utilize escova de cerdas macias e de cabeça compacta;

* Utilize uma pequena quantidade, mais ou menos 1 cm. de pasta dental contendo flúor;

* Coloque a escova junto a união da gengiva com os dentes de maneira que as cerdas formem um ângulo de 45º em relação aos dentes. Movimente (gire) a escova em direção à superfície mastigatória dos dentes;

* Escove todas as superfícies dos dentes, a superfície interna (lingual) a externa ( vestibular) e superfície mastigatória (oclusal);

Lembre-se que uma escovação correta demora aproximadamente 3 minutos.


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

ARTE QUE DESPERTA


Observamos nos meios de comunicação eletrônicos o crescimento do trabalho artístico nas áreas menos favorecidas pôr lucros exorbitantes anunciados pelos bancos e empresas estatais.

Se alguns jovens insistem em pegar em armas, boa parte deles tem procurado outras opções localizadas no extremo oposto da violência, buscando progredir através da sensibilidade artística.

É assim que vemos inúmeros projetos com a finalidade de renovar a riqueza cultural e emotiva de crianças e jovens particularmente, onde percebemos a música como poderoso instrumento regenerador, uma vez que atinge diretamente a alma.

Felizmente, aos poucos, os empresários vão percebendo que além de obter lucros é preciso assumir compromisso com a comunidade que é usuária dos bens ou serviços por eles produzidos.


E as leis na escola inclusiva?! (Por Suely Pereira da Silva Rosa)


A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional já indica o compromisso brasileiro com a escola inclusiva, em que garante a matrícula de todos os alunos em escolas públicas ou privadas. No entanto, não basta a lei. Será preciso dar conta de viabilizá-la, já que mudar a escola é tarefa bastante complexa, na qual se apresentam várias frentes de ação, tais como a qualidade de aprendizagem, o tempo mínimo de escolarização, a manutenção do aluno na escola, os cursos de formação e tantas outras a listar. Neste sentido, cabe um alerta aos governos, que não devem se descuidar da valorização profissional da educação, que é responsável pela tarefa fundamental da escola - a aprendizagem qualitativa de seus alunos. Há necessidade de se repensar planos de cargos e salários, concursos públicos que dêem conta da necessidade funcional e concursos de remoção. A Declaração de Cochabamba reconhece que além das tarefas técnicas e pedagógicas, esta também é de relevância, a ponto de constar no próprio documento final.

Há de se considerar ainda, que apesar dos esforços governamentais em garantir o acesso à matrícula a todos os que estiverem em condição de frequentá-la, isto não torna garantida a universalização do ensino fundamental, já que persisitem as altas taxas de repetência e de evasão escolar. Isto significa que nem todas as crianças completam a educação básica, não adquirindo, portanto, uma escolarização que lhes permita acesso ao mundo do trabalho.

Apostar na educação inclusiva é acreditar que seremos capazes de contribuir para uma transformação social, que trate efetivamente a todos dentro dos princípios de igualdade, da solidariedade e da convivência respeitosa ente os indivíduos. Acreditar no processo de inclusão é viabilizar a possibilidade de se buscar alternativas de permanência do aluno na escola, respeitando seu rítmo de apredizagem e elevando sua autoestima. É banir em definitivo o hábito de excluir, que tanto tem empobrecido a sociedade brasileira. É reconhecer que somos diferentes, mas que devemos ter as mesmas oportunidades de acesso a uma vida melhor. É permitir que cada indivíduo possa entender como se dão as relações de poder na sociedade e possam exercer seu papel de cidadão, enquanto contribuintes, na construção de uma nação solidária. Nossas crianças agradecem!


Texto postado por Maria Olívia Rossi - Professora de Música da AAMEEP