sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

“TEXTO PARA REFEXÃO SOBRE NOSSO PAPEL COMO PAIS”

O texto a seguir, propõe reflexão e também o marco inicial de uma nova etapa de parceria que nos aguarda neste ano de 2010.
Uma criança ao nascer está muito mais perto da natureza do que da cultura, das reações instintivas e reflexos, do que da vida em grupo, este formado por leis e regras.
O contato e a relação com os pais é que vai ensinar esta criança a se tornar uma pessoa.
Isto é feito através da passagem de valores, de virtudes, do respeito ao próximo e da valorização da vida.
O papel de “primeiros educadores”, são dos pais, não tem sido fácil nos tempos atuais, porque têm se confundido os limites que separam o que é autoridade e autoritarismo.
Por querer ser companheiros dos filhos, os pais se esbarram na cumplicidade, esperam que seus filhos tenham autonomia, mas vivem protegendo em demasia, querem que se socializem, mas os mantêm em redomas, numa vida solitária, por desejarem viver em harmonia, evitam o controle para não criarem conflitos.
Na ânsia de ser bons pais, em nome do ideal de perfeição, os pais têm cometido muitos erros.
Devem sim fazer escolhas para os filhos enquanto eles não tiverem condições de serem autônomos.
Tem sim que se fazer respeitar e obedecer, são estes os princípios básicos para a construção do auto controle e mais tarde mandar em si mesmo.
Aos pais cabe acompanhar e apoiar com afeto, carinho e firmeza seus filhos, se alguém tem que se impor, este alguém é o pai, mãe ou responsável.
È fora de casa que dão seus primeiros passos a caminho da sua autonomia, sem a presença dos pais. No desempenho do seu papel, é preciso que cada um dos pais preste bastante atenção no filho, à integração bem próxima “olho no olho”, e não ter medo de agir ou atuar quando necessário.
O adolescente tem que ser respeitado e preparado para a vida, independente de suas dificuldades e limitações para viverem sem os pais, porém não podem ser considerados adultos e não devem ignorar a orientação dos pais.
Pais e orientadores (educadores), não devem mimar, super proteger e deixar de mostrar as conseqüências de ações irresponsáveis, pois isso atrapalha o futuro do adolescente e não contribui positivamente na sua personalidade.
Não há proteção alguma que o livre de frustrações, de injustiças, preconceitos e outros, porem se os pais estiverem por perto, mostrando-se interessados e companheiros, certamente o processo de amadurecimento e fortalecimento ocorrerá e se farão pessoas com personalidade, bem formados e preparados para enfrentar os bons e maus momentos da vida...
Por tudo isso o sucesso de seu filho depende muito de você! Ajude-o a ser pontual em tudo, oriente-o para que não esqueça e cuide bem de seus materiais. Procure saber das novidades que aprendeu. Seus trabalhos são de grande importância para eles. Não os critique! Nunca os compare, nem fale que seus irmãos, primos ou amigos são mais inteligentes que eles. Oriente-os sempre com carinho e paciência. Mostre interesse em tudo que ele te falar.
Ajude-o a ser um ser humano exemplar.”

Texto escrito por Magali Lucas Carvalho- diretora e mãe de atendido pela entidade.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Dica...


Essa semana recomendo uma leitura muito especial que fiz nas férias, um texto lindo, sincero e motivante para quem trabalha com esses jovens de mentes inquietas, ou para os que vivem a experiência de ter um filho adolescente. Compartilho aqui o texto que me fez pensar nas diversas e inúmeras formas de educar alem de despertar meu interesse nesta leitura : "O Clube do Filme, de David Gilmour ".

Educar pelo cinema
por Contardo Calligaris
Quase sempre, na vida de um adolescente, não basta preparar-se para o futuro; ele quer viverQuando chega uma convocação da orientação pedagógica do colégio de seus filhos, alguns pais já sabem que escutarão queixas: o garoto não estuda e não presta atenção, anda com uma gangue, dever de casa nem se fala etc.Para mim, a queixa mais alarmante é a que diz que nosso filho é legal, mas não se interessa por nada -não só por nada do que a escola lhe propõe: nenhum esporte, nenhuma atividade extracurricular, nenhum hobby, nada.É um tranco que muitos pais atravessam do jeito que dá: desde as punições (cortar mesada, computador, saídas) até as tentativas desesperadas de envolver o rebento nas atividades dos adultos. "Ele vai jogar bola comigo", "Por caro que seja, se formos para o Quênia, ele vai se interessar, ao menos, pela vida dos elefantes. E pode querer ser veterinário", "E se comprássemos um cachorro do qual só ele se ocuparia?", "E se ele trabalhar na ONG daquela amiga que cuida de crianças de rua?", "Se ele encontrasse uma namorada, não seria o estímulo que lhe falta?".O fato é que quase sempre chega um momento, na existência de um adolescente, em que, de repente, preparar-se para o futuro não lhe basta. Ele não quer se preparar, quer viver. Só que não sabe bem o que seria "viver": o mundo, como dizia a mãe de Forrest Gump, é uma caixa com chocolates variados, mas, no caso, por não conhecer os gostos e os recheios, o jovem hesita e morre de fome.Os pais e os adolescentes que passam por essa situação não precisam se desesperar. O tempo cura muitos males, e a vida não é tão curta assim que um adolescente não possa "perder" alguns anos (tanto mais que nem sempre os ditos anos são propriamente perdidos).Enfim, pais e adolescentes, que estejam ou não em apuros, não percam o livro de David Gilmour, "O Clube do Filme", que acaba de ser traduzido pela Intrínseca e que é uma pequena joia de coragem e sinceridade.Gilmour conta como, confrontado com um filho de quinze anos que ele adorava, mas que não se interessava por nada, diante do espetáculo intolerável da aflição do garoto com as obrigações escolares, ele decidiu retirá-lo da escola. Mas nada de "Se você não quer estudar, tem que trabalhar; vagabundo não cabe nesta casa". Gilmour inventou uma educação alternativa: nenhuma obrigação, salvo a de não usar drogas (crucial) e a de compor, com o pai, o clube do filme, ou seja, assistir, três vezes por semana, a filmes que o pai escolheria e introduziria com breves comentários. Depois disso, a cada vez, pai e filho conversariam sobre o filme. O garoto, evidentemente, topou.Começaram assim vários anos em que pai e filho viveram uma relação que não era parasitada pela necessidade de forçar o garoto a estudar, mas não foi nenhum paraíso: o pai, que atravessava um tempo de fracasso profissional, não parava de questionar sua própria decisão (será que ele estava acabando com o futuro do filho, que, aos 16 anos, não sabia onde está a Flórida no mapa?), e o filho não tinha como não sofrer com a sensação de estar sem rumo na vida.A história acaba bem. Mas, cuidado, não é uma receita praticável, a não ser por quem tenha uma coragem de leão e, sobretudo, consiga amar seu filho mesmo que ele não corresponda aos sonhos dos pais (tipo de amor muito mais raro do que a gente imagina). Além disso, eu me perguntei se não teria sido possível instituir o clube do filme sem que o garoto saísse da escola (talvez não, talvez sim).De qualquer forma, terminei o livro com dois pensamentos.1) Há uma coisa que nossos filhos precisam conquistar, e que nunca vai ser uma matéria do programa: é o desejo de viver. Nessa tarefa decisiva, a ficção talvez seja o melhor recurso. E, das ficções, o cinema é a mais facilmente acessível.2) Os adolescentes devem se preparar para sua vida futura, mas, igual eles estão vivendo, agora. Às vezes, parecemos sacrificar radicalmente seu presente em troca de nossa própria (ilusória) tranquilidade quanto ao seu futuro.

Profissional Samatha Goeldi (Psicológa)

Aceitando a Deficiência

Muitas vezes em meu trabalho como fonoaudiologa me deparo com o sofrimento de mães, com o processo de aceitação de um filho que não é extamente o desejado durante a gravidez.
O texto abaixo foi retirado de um video feito por uma mãe de uma criança com Síndrome de Down:

Bem Vindo a Holanda
Emily Perl Kinsley, 1987
Freqüentemente, sou solicitada a descrever a experiência de dar à luz a uma criança com deficiência - Uma tentativa de ajudar pessoas que não têm com quem compartilhar essa experiência única a entendê-la e imaginar como é vivenciá-la. Seria como... Ter um bebê é como planejar uma fabulosa viagem de férias - para a ITÁLIA! Você compra montes de guias e faz planos maravilhosos! O Coliseu. O Davi de Michelângelo. As gôndolas em Veneza. Você pode até aprender algumas frases em italiano. É tudo muito excitante.
Após meses de antecipação, finalmente chega o grande dia! Você arruma suas malas e embarca. Algumas horas depois você aterrissa. O comissário de bordo chega e diz:
- BEM VINDO À HOLANDA!
- Holanda!?! - Diz você. - O que quer dizer com Holanda!?!? Eu escolhi a Itália! Eu devia ter chegado à Itália. Toda a minha vida eu sonhei em conhecer a Itália!
Mas houve uma mudança de plano vôo. Eles aterrissaram na Holanda e é lá que você deve ficar.
A coisa mais importante é que eles não te levaram a um lugar horrível, desagradável, cheio de pestilência, fome e doença. É apenas um lugar diferente.
Logo, você deve sair e comprar novos guias. Deve aprender uma nova linguagem. E você irá encontrar todo um novo grupo de pessoas que nunca encontrou antes.
É apenas um lugar diferente. É mais baixo e menos ensolarado que a Itália. Mas após alguns minutos, você pode respirar fundo e olhar ao redor, começar a notar que a Holanda tem moinhos de vento, tulipas e até Rembrants e Van Goghs.
Mas, todos que você conhece estão ocupados indo e vindo da Itália, estão sempre comentando sobre o tempo maravilhoso que passaram lá. E por toda sua vida você dirá: - Sim, era onde eu deveria estar. Era tudo o que eu havia planejado!.
E a dor que isso causa nunca, nunca irá embora. Porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa.
Porém, se você passar a sua vida toda remoendo o fato de não ter chegado à Itália, nunca estará livre para apreciar as coisas belas e muito especiais sobre a Holanda.

Postado pela fonoaudiologa Helena Della Torre - Profissional da entidade

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O ENCANTO E OS BENEFÍCIOS DAS FLORES

Desde os tempos mais remotos o homem descreve sua história baseado em conquistas e vitórias que objetivam a realização pessoal e o bem estar, como conseqüência, tende a contribuir para construção de um mundo mais belo para si e para a humanidade, pleiteando o encontro da felicidade.
No rol das realizações, há aqueles que se dedicaram e dedicam às belíssimas e monumentais obras arquitetônicas, literária, pintura e a música, bem como, no campo do conhecimento tecnológico.
Se observarmos com atenção, veremos que na maioria destes grandes feitos, está presente o encanto e a beleza da flor, atuando como um toque final do belo, manifestando o sentimento de paz, harmonia e realização.
Observamos assim, o quanto é vasto o emprego da flor na vida e na história do ser humano. Percebemos o capricho da natureza, através de verdadeiros jardins naturais, dos campos rasteiros e verdejantes, o alto das florestas que exibem lindos cenários nas mais diferentes cores das flores silvestres, ou através do complemento de uma obra, na qual o autor registra seu toque final.
A flor é como se fosse parte integrante da personalidade e do espírito humano, a flor alegra, embeleza, agrada, harmoniza, eleva o espírito, transmite e fortalece os sentimentos. Seu emprego e beleza são de um valor imensurável.
Há culturas, que além de atribuir à beleza da flor nos momentos convencionais, às utilizam de forma mais sublime, a ponto de marcar a característica de uma nação. Refiro-me a arte do IKEBANA.
Se pensássemos que fazer arranjos florais é coisa de mulher, estaríamos cometendo um erro. O Ikebana (arte japonesa dos arranjos florais) era usada para desenvolver as habilidades de observação, concentração e sensibilidade no manejo de armas pelos guerreiros mais temíveis que já existiram: os samurais.
A arte do Ikebana começou com um costume budista que se originou na Índia e depois foi levado para o Japão. Por lá, tornou-se uma verdadeira arte mística e assumiu as proporções de importância na decoração, na cultura e no modo de vida japonês que trouxeram essa arte até os nossos dias e nossos lares. E pensar que tudo começou numa certa cerimônia do chá por volta do ano 607 D.C., durante uma missão diplomática chinesa.
Oito séculos depois, a arte do Ikebana deixou de ter um cunho especificamente religioso e passou a ser adotada também como forma de decoração e de arte propriamente dita, aproveitando o significado das flores e cores para formar arranjos que pudessem transcrever com sutileza mensagens e ideais. Surgiram então, os grandes mestres que cunharam estilos diferenciados e que escreveram seus nomes na história do Japão e do mundo da ornamentação.
E como esta arte pode ser aplicada nos dias atuais, observem os comentários de trabalhos realizados com grupos em oficinas de entidades assistenciais (matéria de 29/09/2005, Jornal Folha de São Paulo)
"O que precisamos é de uma injeção de flores." A afirmação é de uma das pacientes do projeto Plantando Sonhos, desenvolvido pela psicóloga Cláudia Silvana Cardoso de Azevedo no Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Um trabalho semelhante foi desenvolvido dentro do projeto Cada Doido com Sua Mania, coordenado pela psiquiatra e psicanalista Tânia Mara Prates, professora do departamento de Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo. Em 2002, o projeto desenvolveu uma oficina de jardinagem terapêutica com crianças com transtorno mental grave em um canteiro coletivo dentro da universidade.
No Brasil existem várias escolas de Ikebana, entre elas esta a Academia Sanguetsu da Fundação Mokiti Okada, que realiza periodicamente oficinas de aprimoramento da arte do IKBENA. Um dos eventos foi realizado em 1° de agosto e teve a participação de integrantes de vários estados Brasileiros. Na oportunidade, o presidente da Fundação Mokiti Okada falou sobre a necessidade de se entender a missão da flor de proporcionar alegria às pessoas.
Conhecendo a riqueza do trabalho realizado pela AAMEEP–Associação de Atendimento Multiprofissional e Ensino Especial, que ha anos se empenha e se dedica nas ações assistenciais e multidisciplinares, vejo uma ótima oportunidade de opção para uma oficina de Ikebana aos seus integrantes, tenho certeza que será uma vivência enriquecedora a todos os participantes, que estarão também se beneficiando dos florais.

Consultas site:
http://www.antigonal.com/
http://www.fmo.org.br/

Postado por Aparecido Lopes de Jesus, profissional de Fisioterapia, voluntario na AAMEEP.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

CRIAR FILHOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS

Algumas famílias que tem filhos especiais talvez o ignorem por achar que eles são um caso isolado, ou ficam alimentando pensamentos negativos como: por que isso tinha que acontecer logo comigo ou na minha família. Porém pessoas que pensam dessa forma estão enganadas e não sabem de uma verdade que um terço da população da terra tem alguma forma de retardamento mental. E essa deficiência pode ser causada por vários fatores, como por exemplo: problemas genéticos, lesões no nascimento, infecções cerebrais durante a infância, falta de nutrientes e exposição a drogas, a álcool ou a produtos químicos. Na maioria dos casos, porém, as causas são desconhecidas. Diante dessa situação surgem duas perguntas intrigantes: Como é ser pai ou mãe de uma criança com necessidades especiais? Como esses pais podem ser ajudados? Na verdade o desafio começa quando os pais descobrem que seu filho tem uma deficiência mental, a partir daí o primeiro passo é obter informações sobre a deficiência de seu filho, sobre as ajudas disponíveis como instituições adequadas para eles, e sobre as coisas especificas que você pode fazer para ajudar a criança a se desenvolver o máximo possível, visto que eu Angelita sou uma mãe com um filho especial e ajudo tanto ele quanto outras crianças a terem maior desenvolvimento por participar junto com eles em atividades educativas na AAMEEP, uma instituição onde o objetivo e ajudar essas crianças a terem maior capacidade de aprendizado e desenvolvimento.
Um segundo passo, é os pais terem uma atitude positiva e ficarem tranqüilos por saber que, na maior parte dos casos, a criança não está sofrendo muito pelo contrário a maioria pode se feliz, gostar de companhia, de músicas, de certos esportes, de alimentos gostosos e de amigos. Embora consigam realizar menos coisas e vivam num mundo menos de que as crianças normais, elas em geral sentem-se mais felizes em sua cabana do que as crianças normais em seu castelo. Terceiro passo são os pais terem orgulho do que seus filhos conseguem realizar com muito esforço tanto para os pais como para os filhos, cada tarefa aprendida é como chegar ao topo de uma montanha e ser recompensado com uma bela vista. Além disso, as crianças com deficiência mental não permanecem crianças para sempre se tornam adultos com deficiência mental. Assim, o quarto ponto são os pais ajuda-las a não ser mais dependentes do que o necessário. No entanto, amigos e parentes também podem ajudar, por conversar com a criança especial de modo inteligente e sincero, e elogiar os esforços que os pais estão fazendo, além de participar em atividades junto com eles.
Enfim, os pais não devem esperar ou exigir demais de seus filhos, pois cada criança tem um potencial diferente. Antes tanto pais como amigos e parentes precisam de muita paciência e perseverança para dar a atenção que a criança especial necessita e fazer com que ela se sinta amada e, viva a harmonia em família, feliz.

Postado por ANGELITA, funcionária da AAMEEP e mãe de um filho com necessidades especiais.

Texto extraido do site www.watchtower.org

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Transtorno de Atenção Hiperatividade



Nesta semana estaremos falando da famosa sigla T.D.A.H, que costumar causar dificuldade de atenção, memória, foco e agitação em crianças e adultos.
Chegam até a nossa instituição, muitos pais com á queixa escolar de que seus filhos fazem tudo pela metade, não levando a atividade até o final. Muitas famílias solicitam uma explicação para a desatenção, hiperatividade, agitação e impulsividade. Outros vem até nós com um discurso pronto de que á criança apresenta falta de interesse para os estudos ou porque “herdou a personalidade da mãe ou do pai.”
O que é hiperatividade?
É’ um certo grau de agitação física muito comum entre as crianças.
A criança hiperativa pode ser portadora de T.D.A., porém nem toda a agitação infantil quer dizer que a criança tem o transtorno.
Devemos evitar rótulos que possam levar a discriminação e prejuízos no desenvolvimento da criança.
As crianças e adultos portadores de T.D.A.H., são indivíduos talentosos que deixam de desenvolver toda á sua capacidade, devido aos erros causados pela desatenção. Outro ponto observado são as constantes ações impulsivas que levam a conseqüências indesejadas e agitação mental, que a médio e longo prazo impedem o individuo de descansar de forma adequada, podendo levar a exaustão.
São comuns queixas escolares de desatenção, problemas com memória de curto e longo prazo, falta de organização, dificuldade de levar a tarefa até o final, além de uma impulsividade excessiva, comprometendo assim a vida social e escolar da criança.
Tratamento:
Atualmente existe a combinação de medicação com terapias para estimular a parte afetada do cérebro, diminuindo assim de forma gradativa o uso exclusivo de medicação.
Algumas crianças apresentam o transtorno de atenção sem a hiperatividade. Estas crianças são reconhecidas apenas pela desatenção na escola e apresentam traços de personalidade mais calma e até tímidas. Existe ainda outro grupo que apresenta déficit de atenção e hiperatividade combinados com a impulsividade.
O importante é procurar orientação e não rotular a criança sem avaliação profissional. Os pais e escola devem ficar atentos ao desempenho das crianças em atividades relacionadas a vida acadêmica (escolar) e social do individuo.
A seguir, transcrevemos uma entrevista publicada pela revista Veja, de uma psiquiatra portadora do transtorno de atenção.
Fonte de pesquisa:
Problemas de Aprendizagem (Elisabeth de Assunção José e Maria Teresa Coelho);
O Fracasso Escolar (Maria Tereza Maldonado);
Instituto Paulista de déficit de atenção;t
Revista Veja, setembro de 2009
Postado por Carla Polo – Psicóloga da AAMEEP Osasco, 20/11/2009.Nesta semana estaremos falando da famosa sigla T.D.A.H, que costumar causar dificuldade de atenção, memória, foco e agitação em crianças e adultos.
Chegam até a nossa instituição, muitos pais com á queixa escolar de que seus filhos fazem tudo pela metade, não levando a atividade até o final. Muitas famílias solicitam uma explicação para a desatenção, hiperatividade, agitação e impulsividade. Outros vem até nós com um discurso pronto de que á criança apresenta falta de interesse para os estudos ou porque “herdou a personalidade da mãe ou do pai.”
O que é hiperatividade?
É’ um certo grau de agitação física muito comum entre as crianças.
A criança hiperativa pode ser portadora de T.D.A., porém nem toda a agitação infantil quer dizer que a criança tem o transtorno.
Devemos evitar rótulos que possam levar a discriminação e prejuízos no desenvolvimento da criança.
As crianças e adultos portadores de T.D.A.H., são indivíduos talentosos que deixam de desenvolver toda á sua capacidade, devido aos erros causados pela desatenção. Outro ponto observado são as constantes ações impulsivas que levam a conseqüências indesejadas e agitação mental, que a médio e longo prazo impedem o individuo de descansar de forma adequada, podendo levar a exaustão.
São comuns queixas escolares de desatenção, problemas com memória de curto e longo prazo, falta de organização, dificuldade de levar a tarefa até o final, além de uma impulsividade excessiva, comprometendo assim a vida social e escolar da criança.
Tratamento:
Atualmente existe a combinação de medicação com terapias para estimular a parte afetada do cérebro, diminuindo assim de forma gradativa o uso exclusivo de medicação.
Algumas crianças apresentam o transtorno de atenção sem a hiperatividade. Estas crianças são reconhecidas apenas pela desatenção na escola e apresentam traços de personalidade mais calma e até tímidas. Existe ainda outro grupo que apresenta déficit de atenção e hiperatividade combinados com a impulsividade.
O importante é procurar orientação e não rotular a criança sem avaliação profissional. Os pais e escola devem ficar atentos ao desempenho das crianças em atividades relacionadas a vida acadêmica (escolar) e social do individuo.
A seguir, transcrevemos uma entrevista publicada pela revista Veja, de uma psiquiatra portadora do transtorno de atenção.

Fonte de pesquisa:
Problemas de Aprendizagem (Elisabeth de Assunção José e Maria Teresa Coelho);
O Fracasso Escolar (Maria Tereza Maldonado);
Instituto Paulista de déficit de atenção;
Revista Veja, setembro de 2009
Postado por Carla Polo – Psicóloga da AAMEEP Osasco.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

HEITOR VILLA LOBOS


Ola Pessoal,

Hoje, quero falar um pouco sobre Heitor Villa Lobos , um compositor brasileiro, o qual aprendi a gostar e admirar.
Vou falar sobre ele, pois, no dia 17/11 ele fez Aniversário de morte.
· Na oficina estudamos sobre sua vida, ouvimos suas composições e a que mais gostamos foi O trenzinho do Caipira; fizemos várias atividades ouvindo essa música. Vimos um DVD que nossa professora de música trouxe: intitulado O Aprendiz de Maestro – Operilda na ciranda de Villa Lobos;
· Ouvir Villa Lobos é aprender a amar o Brasil! E o exercício de ouvirmos a boa música que desperta em nós os bons sentimentos.

Retirei sua biografia da UOL educação e espero que todos gostem:



Heitor Villa-Lobos se tornou conhecido como um revolucionário que provocava um rompimento com a música acadêmica no Brasil. As viagens que fez pelo interior do país influenciaram suas composições. Entre elas, destacam-se: "Cair da Tarde", "Evocação", "Miudinho", "Remeiro do São Francisco", "Canção de Amor", "Melodia Sentimental", "Quadrilha", "Xangô", "Bachianas Brasileiras", "O Canto do Uirapuru", "Trenzinho Caipira".Em 1903, Villa-Lobos terminou os estudos básicos no Mosteiro de São Bento. Costumava juntar-se aos grupos de choro, tocando violão em festas e em serenatas. Conheceu músicos famosos como Catulo da Paixão Cearense, Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros e João Pernambuco.No período de 1905 a 1912, Villa-Lobos realizou suas famosas viagens pelo norte e nordeste do país. Ficou impressionado com os instrumentos musicais, as cantigas de roda e os repentistas. Suas experiências resultaram, mais tarde, em "O Guia Prático", uma coletânea de canções folclóricas destinadas à educação musical nas escolas.Em 1915, Villa-Lobos realizou o primeiro concerto com suas composições. Nessa época, já havia composto suas primeiras peças para violão "Suíte Popular Brasileira", peças para música de câmara, sinfonias e os bailados "Amazonas" e "Uirapuru". A crítica considerava seus concertos modernos demais. Mas à medida que se apresentava no Rio e São Paulo, ganhava notoriedade.Em 1919, apresentou-se em Buenos Aires, com o Quarteto de Cordas no 2. Na semana da Arte Moderna de 1922, o aceitou participar dos três espetáculos no Teatro Municpal de São Paulo, apresentando, entre outras obras, "Danças Características Africanas" e "Impressões da Vida Mundana".Em 30 de junho de 1923, Villa-Lobos viajou para Paris financiado pelos amigos e pelos irmãos Guinle. Com o apoio do pianista Arthur Rubinstein e da soprano Vera Janacópulus, Villa-Lobos foi apresentado ao meio artístico parisiense e suas apresentações fizeram sucesso.Retornou ao Brasil em final de 1924. Em 1927, voltou à Paris com sua esposa Lucília Guimarães, para fazer novos concertos e iniciar negociações com o editor Max Eschig. Três anos depois, voltou ao Brasil para realizar um concerto em São Paulo. Acabou por apresentar seu plano de Educação Musical à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.Em 1931, o maestro organizou uma concentração orfeônica chamada "Exortação Cívica", com 12 mil vozes. Após dois anos assumiu a direção da Superintendência de Educação Musical e Artística. A partir de então, a maioria de suas composições se voltou para a educação musical. Em 1932, o presidente Vargas tornou obrigatório o ensino de canto nas escolas e criou o Curso de Pedagogia de Música e Canto. Em 1933, foi organizada a Orquestra Villa-Lobos.Villa-Lobos apresentou seu plano educacional, em 1936, em Praga e depois em Berlim, Paris e Barcelona. Escreveu à sua esposa Lucília pedindo a separação, e assumiu seu romance com Arminda Neves de Almeida, que se tornou sua companheira. De volta ao Brasil, regeu a ópera "Colombo" no Centenário de Carlos Gomes e compôs o "Ciclo Brasileiro" e o "Descobrimento do Brasil" para o filme do mesmo nome produzido por Humberto Mauro, a pedido de Getúlio Vargas.Em 1942, quando o maestro Leopold Stokowski e a The American Youth Orchestra foram designados pelo presidente Roosevelt para visitar o Brasil O maestro Stokowski realizou concertos no Rio de Janeiro e solicitou a Villa-Lobos que selecionasse os melhores músicos e sambistas, a fim de gravar a Coleção Brazilian Native Music. Villa-Lobos reuniu Pixinguinha, Donga, João da Baiana, Cartola e outros, que sob sua batuta realizaram apresentações e gravaram a coletânea de discos, pela Columbia Records.Em 1944/45, Villa-Lobos viajou aos Estados Unidos para reger as orquestras de Boston e de Nova York, onde foi homenageado. Em 1945 fundou a Academia Brasileira de Música. Dois anos antes de sua morte, o maestro compôs "Floresta do Amazonas"para a trilha de um filme da Metro Goldwyn Mayer. Realizou concertos em Roma, Lisboa, Paris, Israel, além de marcar importante presença no cenário musical latino-americano.Praticamente residindo nos EUA entre 1957 e 1959, Villa-Lobos retornou ao Brasil para as comemorações do aniversário do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Com a saúde abalada, foi internado para tratamento e veio a falecer em 17 de novembro de 1959.
Texto postado por Maria de Fátima Calandro Mendes coordenadora da Oficina de Capacitação da AAMEEP